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SouCannabis promove Fórum Educativo em Luziânia sobre terapia cannabica 

cannabica

O auditório do IFG foi palco para profissionais da saúde e pacientes explicarem os benefícios da terapia com cannabis para a saúde

Debater os benefícios da cannabis para a saúde foi o tema central do I Fórum Educativo Sobre Terapia Cannabica, que aconteceu no auditório do IFG (Instituto Federal de Goiás) na cidade de Luziânia, no dia 22 de novembro. 

Profissionais da saúde, advogados, estudantes e pacientes se reuniram para dialogar com representantes do poder público local sobre a importância da cannabis no tratamento de diferentes patologias.

“A proposta é ampliarmos esse debate com a comunidade, trazendo resultados das pesquisas, informação e o depoimento de pessoas que fazem uso dessa medicina”, esclarece Endy Lacet, diretora técnica da SouCannabis.

A importância da terapia cannabica

O evento aconteceu em dois momentos. Na parte da manhã foi aberta uma mesa redonda entre o Prefeito (Diogo Sorgatto), o médico integrativo (Paulo Fleury), o diretor de comunicação (Pedro Nicoletti) e o reitor do IFG. 

Pautados em resultados clínicos e de pesquisas, o debate pautou a importância da cannabis para o tratamento de diversas patologias. 

O Prefeito se colocou à disposição para dar apoio a toda iniciativa a favor da terapia cannabica e também em como torná-la acessível pelo SUS, seja através de projetos de lei ou de políticas públicas.

“Eu não tenho dúvidas quanto à eficiência da cannabis para a saúde das pessoas e por isso, estou aberto a conversar com as pessoas, com os grupos e instituições para juntos planejarmos maneiras de ter esse tipo de tratamento no nosso municipio”, reforçou o prefeito, Diego Sorgatto.

O diretor de comunicação da SouCannabis, Pedro Nicoletti,  ao lado do médico integrativo com experiência clínica em cannabis, Paulo Fleury, trouxeram o contexto histórico de uso da cannabis, que acompanha a história da humanidade há mais de 15 mil anos, além de apresentar o que as pesquisas com a planta tem revelado sobre sua eficiência e segurança de uso.

“Não existe nenhum relato que associe o uso da cannabis à morte, diferente do que acontece com a maioria das substâncias que são usadas na indústria farmacêutica, que oferecem risco de letalidade. A maconha é segura e comprovadamente traz melhoria na qualidade de vida das pessoas”, destaca Pedro.

O Dr Paulo Fleury defende que o uso integral dos componentes químicos da planta é mais eficiente do que o uso isolado deles, como é o caso do CBD. Além disso, afirma que o THC tem um papel importante na regulação do organismo, inclusive em doses mais altas, principalmente para tratamento de pacientes com espectro autista.

“Eu prescrevo o óleo integral da planta e tenho segurança em aumentar as doses de THC durante o tratamento, pois venho acompanhando que os benefícios são maiores e mais relevantes do que eventuais efeitos colaterais”, pontua Dr, Paulo.

O diferencial da terapia cannabica da Sou

O encontro foi importante para apresentar o trabalho da SouCannabis, tanto no acolhimento das pessoas que escolhem a terapia cannabica, como na disseminação do conhecimento através dos canais de informação nas redes sociais.

A gerente de acolhimento, Thávila Kaline e a vice-presidente da associação, Mariana Dourado, revelaram o diferencial da associação, que é justamente a maneira integrada de atendimento entre terapeutas e médicos.

Desde o primeiro contato, o paciente percorre uma jornada em que ele se torna consciente da importância de se auto observar e que ele é protagonista de todo o processo.

Esse caminho é acompanhado por profissionais que avaliam os resultados do tratamento ajustando o tipo de óleo e a dosagem para que os resultados sejam os melhores possíveis.

Existe uma preocupação para que pessoas que não podem custear o tratamento sejam atendidas.

Para isso, a SouCannabis tem pacientes que são acolhidos da mesma forma, com o mesmo cuidado, porém de forma gratuita.

“Nossa intenção de estreitar os laços com a esfera pública é buscarmos maneiras de tornar esse tratamento mais acessível através de políticas públicas ou de projetos através do SUS. Nosso modelo de atendimento tem mostrado resultados efetivos e queremos ampliar esse benefício para o maior número de pessoas. Trata-se de saúde pública”, defende Mariana Dourado.

Ações integradas de atendimento

Para dar suporte durante o tratamento, a SouCannabis atua com diferentes grupos de acolhimento, seja através do grupo integrativo, grupos de apoio psicológicos e para os cuidadores de pessoas com espectro autista.

“Nós temos canais de escuta entre os associados, que são moderados por profissionais da saúde e que se são uma excelente rede de troca de experiências. Essa prática traz conforto para o paciente, para os cuidadores e revela pontos importantes para a equipe que faz o acolhimento, todo mundo sai ganhando”, revela Thávila Kaline

Depoimentos dos pacientes

Sem dúvida foi de grande importância provocar esse debate sobre os benefícios da terapia cannabica para a saúde e qualidade de vida em um cenário que ainda se revela tão conservador, como é o caso do estado de Goiás. 

A receptividade da plateia, que contou com representantes do poder público da cidade, da OAB, da Rede Feminista e Antiproibicionista, de estudantes e professores do IFG, foi muito positiva e o ponto alto de todo encontro ficou por conta dos emocionantes depoimentos dos pacientes.

“Minha filha saiu do hospital tomando seis medicamentos anticonvulsivantes e mal conseguindo sustentar o corpo, era como uma boneca nas minhas mãos, os exames não identificaram a patologia dela. Foi então que eu decidi romper com o preconceito e optei pelo óleo de cannabis, afinal é um fitoterápico e minha tomava muito remédio tarja preta, que são drogas também. Hoje minha filha está muito melhor, correndo, esperta e agora está tendo melhoras na parte neurológica. Deixou de tomar quatro dos seis medicamentos tarja preta que ela tomava. Eu agradeço a soucannabis por auxiliar o tratamento da minha filha e a cannabis pode ajudar muitas pessoas”, Carla Cristina, mãe da paciente Antonela que é atendida pela SouCannabis

Você pode assistir esses e outros depoimentos que foram apresentados no Fórum nesse link.

“Com 18 anos eu tive AVCs hemorrágicos seguidos de paradas cardíacas e isso me deixou totalmente contraída e com problemas neurológicos. Eu estava praticamente no estágio vegetativo. Antes da cannabis eu tomava 26 remédios de manhã e 16 pela tarde. Tinha muita dor, não conseguia interagir socialmente por conta disso. Eu não tinha coordenação motora, não conseguia sair da cama. Hoje eu uso somente a cannabis, a dor reduziu muito, meus músculos não ficaram tão retraídos. Hoje eu fico sentada na cadeira de rodas, consigo dar uns passos com o andador, minha vida mudou muito positivamente, com mais qualidade”, Nathália Guimarães, paciente da SouCannabis

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